11 de setembro de 2009

Algum dia, saberemos.

Talvez, o problema seja eu. 
Talvez, eu seja a culpada.
Talvez eu deva parar de falar e querer as coisas. Porque, ao contrário do que acontece com a maioria, o tal do "Querer não é poder." parece não funcionar comigo. E alguns podem estar pensando que sou louca agora. Se tenho o que quero, do que estou reclamando? Qualquer um daria tudo para estar no meu lugar e ter isso que eu penso ser problema. Mas, na verdade, não é tão simples. Me permita explicar. Posso me demorar um pouco, não me culpem. Não sou boa com poucas palavras, de verdade. Sempre falo, falo, falo. Escrevo, escrevo, escrevo. E todos reclamam disso.
Viram? Já me perdi em meio a explicação. Sem mais rodeios agora, prometo. Não contarei realmente o que aconteceu, não posso me expor a tal ponto. Mas, entendam... Penso, em qualquer situação - digo, com qualquer outra pessoa - que isso funcionaria perfeitamente bem. Mas não é assim, quando tratamos de mim. Se eu quisesse as coisas bonitas e belas da vida, ou até mesmo as coisas que eu realmente pudesse ter... mas, não. O que obviamente não presta, sempre me interessou muito. Gosto do modo carinhoso do inacabado, do malfeito. (Abrindo um parênteses para agradecer à Clarice Lispector, por falar do que sinto agora.) Essas coisas, que eu não poderia querer, eu quero. E posso ter. Mas as quero, somente por querer. Não desejo de verdade. E, como se instinto de sobrevivência, elas vem ao meu encontro. Com força. Gritam, batem e tentam arrombar. Mas, esperem! Não quero vocês aqui dentro. Saiam! Se afastem de mim. Só porque eu um dia quis, não quer dizer que continuo querendo. Sim, digo quis - com a conjugação no passado. Porque, quando percebo que não era o que eu imaginava ser, deixo de querer.
Desculpem, desatei a falar e não consegui parar. Me entendem? Se não, finjam entender.  Não importa se acham o pensamento confuso, porque ele realmente é. Supostamente, deveríamos viver para muito mais. Algumas vezes, vivemos para dentro. Ainda estou aprendendo, paciência.

11 comentários:

Tatá disse...

Eu entendi em partes, moça.
É que o meu caso é o da maioria. "Querer não é poder". Pense em quantas pessoas queriam estar no teu lugar e não podem.

Larissa disse...

Confesso que não entendi, mas vou fazer o que pediu, fingir entender. Mesmo que eu não tenha entendido, deixe estar. Siga a vida e deixe o "querer" pra um dia que lhe caia bem :)
Beijos.

Michelle disse...

sei como vc se sente!

mas sabe, de repente vc tem o que precisa, não o que q u e r.

NS. disse...

Se culpar nunca vai ser uma saída

Lo-Hanna Nunes disse...

"O que obviamente não presta, sempre me interessou muito. Gosto do modo carinhoso do inacabado, do malfeito." Seei siim o que é isso! E quer sabe? te entendo perfeitamente! Tee-amoo bêzinhaa.

gii manucelli disse...

não consigo te compreender, talvez porque eu seja uma pessoa normal, e não tenho o que desejo o.o

beijos linda ;*

Márcia Amaral disse...

tenho permição para comentar o quanto belo está o texto ? na verdade, eu me perdi com tantos pensamentos, e a música daqui está completamente linda, depois me passa o nome delas? ah, estou seguindo, é claro , lindo demais aqui, bjs

primaverasdesetembro disse...

não é confuso, eu te entendi como a palma da minha mão.
A verdade, é que a gente n sabe mais o que fazer com o que já cativou e etc...

Flores.

Bruna Berri disse...

Eterna mania de querer por um instante e no outro já querer outra coisa. Porque nada, nada, tocou fundo.
"Toca ou não toca".
Também sou quase assim, me identifiquei, então não se apavore. Vai chegar um dia que o querer é bem maior que o enjoo.
Belas palavras, voltarei aqui querida!

Patrícia Harumi disse...

Instável.
Volúvel.

Sei muito bem, quando tem perde a graça, parece que fica mais bonito na estante alheia.

Késia Maximiano disse...

Há momentos tão nossos que ningm mais precisa entender...
super beijo, e fica bem, ta?