29 de setembro de 2009

A história que nunca foi contada (parte III)

Era época de férias. E, como sempre, a praia era o lugar disputado por todos nesse período do ano. E lá vão eles, junto com mais umas cem pessoas para um acampamento. Dois ônibus, todos lotados. No caminho para lá, todos cantavam, brincavam, dançavam, comiam, riam, gritavam, conversavam, faziam de tudo... menos ficavam quietos. Chegando ao destino desejado, ninguém se continha mais de tanta empolgação. Quatro dias inteiros ali. Os dias prometiam muita coisa, acreditem.
Eram dias bonitos, de sol. Pessoas nem tão bonitas assim. Entre simpatias e antipatias, os dias se passavam. O garoto esbanjava uma alegria de dar nojo, em qualquer um. Ou talvez, unicamente nela. Simplesmente por ele não demonstrar o que dizia sentir. Dizia. E ainda dizia da forma errada, usando a terceira pessoa no discurso de amor. Em resposta, ela revirava os olhos, fingia não entender - e às vezes, falava diretamente, ignorando a tentativa dele de não o fazer.
Já tinham se passado três dias, e eles ali, naquele lugar. Quando se cria esperanças e essas não são correspondidas, o resultado é a frustração e um mal humor daqueles. E a garota, sabia bem disso. A programação da noite - que seria a última - era um filme. Qual seria? Ninguém sabia. Mas, independente de disso, todos foram em direção ao telão. Afinal, pipoca e refrigerante de graça, ninguém iria perder.
A garota, que já trazia dentro de si uma angústia, sentou-se longe de todos. Em um banco de mármore, na lateral. Pretendia assim, assistir ao filme e chorar o que tinha que chorar (Porque, esses filmes - ou qualquer um - sempre arrancam lágrimas dela). Mas, contrariando todos os seus planos da noite, ele sentou do seu lado. Pronto, estava tudo acabado. Só ao mínimo sinal da presença daquele garoto ali, ela perdia o controle de si mesma. Os seus pensamentos? Pareciam algum tipo de Montanha Russa, de tão rápido que passavam.
E, como se isso não bastasse, o garoto ainda fazia uma cena de Pseudo-Romeu-Conquistador quando ela estava por perto. Como? Puxando-a para sentar do seu lado, com a cabeça recostada em suas pernas. Porque, depois de ignorá-la por quase três dias inteiros, se ele sequer a abraçasse, seria atrevimento.  Mas, ele não ligava e continuava a fingir. Ele, distraído, mexia no cabelo dela, enrolando e desenrolando alguns fios. Sua mão, alisava o seu rosto, com delicadeza. Seus dedos, contornavam o formato de seus lábios, com atrevimento. Aquilo sim, era maldade.
De tantas borboletas que haviam em seu estômago, ela já podia estar voando. Ou talvez não, porque à medida que o tempo passava, as tais borboletas pareciam elefantes dançando ballet (como diria a Priik do Once Upon a Time). E na volta pra casa, se foi.. mais um quase beijo.

20 comentários:

Marcelo Mayer disse...

haha
achei genial a frase final...

agora só basta rir um do outro

Katrina disse...

Há, no meu caso, as borboletas ainda são lagartas

gii manucelli disse...

adorei o texto, acho que já passei por algo assim, e é torturante demais...e sacana !

beeeijos ;*

Jaya disse...

Quases me rasgam.

Toma um beijo inteiro, pra você.

Maria disse...

Mais um quase beijo... quases não existem, mas por vezes é tudo que temos. Estranho, não? Guarda os quases, juntos são um inteiro.

Meu beijo, inteiro

Leandro ૪ disse...

aham, agora só ando com olhar 360º! uahusahs
Fatos reais? bem legal o texto...

Dil Santos disse...

A parte do quase pé uma coisa, tantas expectativas e no final acaba-se frustrado por esse quasse beijo,
A gente deprime, rsrs.
Espero realmente atrair o mais rápido possível, mas ñ só pra mim, espero q de certo modo, as minhas singelas palavras possam atrair tbm para todos os corações solitários, rsrs

Bjos
:)

Wilian Bincoleto Wenzel disse...

Estou passando no seu blog com o tempo um pouco reduzido, por isso, por hora vou apenas agradecer pela visita e pelo comentário!

Deus realmente é Único! :D

Voltarei e vou ler seus próximos textos com muita atenção, prometo!

Beeijos e tenha uma ótima semana! ;*

Felipe Corrêa disse...

Gostei do texto. De fato, não é fácil ter elefantes dançando no estômago... O engraçado é que a gente sofre, chora, mas não consegue esquecer as pessoas que nos provocam tanta "indigestão". E respondendo a você, o texto é de minha autoria sim!!! obrigado. Bonito blog o seu ;) bjos

Mariana Andrade. disse...

AAAAAAAH, da próxima ele beija. EU SEI, EU SEI QUE BEIJA. ahauhau

bêê, teu lay tá lindo *-*

;*

falkbrito@gmail.com disse...

Nem tudo começa com um beijo. Às vezes, um olhar, um toque... também fazem chover ternura dentro do coração. O mais importante de tudo é que seja doce.
...
Bê, tenha uma excelente quarta-feira. Beijos!

Abraão Vitoriano disse...

boa demais sua visão das coisas, e como sabe dominar o mundo encantado das letras...

você é, e isso basta.

um beijo,
e luz e paixão e lua...

Lo-Hanna Nunes disse...

Isso foi lá no acampamento? No dia do filme?
Esse garoto eu conheço?
Acho que essas historias, que eu gosto tanto estão se tornando real pra mim. haha
Daki a pouco vou até achar que esse mnino popular é john.
Ah, mas qual é a graça se sou eu essa menina? rs Sou eu siim!! haha e o menino, prefiro nem comentaar! haha
te-amoo bêzinhaa!

Márcia Amaral disse...

que tudo, esses " quases " da vida são um horror :/

disse...

essa já me foi contada :)

Diego Morais disse...

Muito legal essa história!
Gostei mesmo.
Muito bem bolada.
:*

HoshiL. ★ disse...

onwti. *-* que texto meigo.
gostei menine. *---*

to seguindo. :*

primaverasdesetembro disse...

você é tão fofa.se quiser troca o 'f' pelo 'd' vai ficar legal tbm ;)


Flores.

Rafael Lopes disse...

:: Bê Matos teu blog é muito especial. Gostei bastante. Preciso ler com mais tempos as outras partes da historia que nunca foi contada.

Valeu pela visita, está add aqui tb, bjoss

Rafael Lopes disse...

Me segue tbbbb

auahauhua

bjosss